distorção cognitiva

Comparação injusta

Isso não é um diagnóstico nem um traço de personalidade. Se você se reconhecer aqui, é um convite para considerar com cuidado outras explicações, e não se rotular.

O que é

As próprias áreas vulneráveis são comparadas aos melhores resultados de outra pessoa sem considerar condições, experiência ou custo.

Como surge e se mantém

A comparação ajuda a se orientar, mas a distorção surge quando se pega o «ponto baixo» próprio e o «ponto alto» do outro. É sustentada pelo hábito de se medir pelos achievements alheios e por experiências em que o amor ou o reconhecimento era dado pelo resultado e não pelo esforço.

Como pode aparecer

  • «Ela já consegue fazer tudo, enquanto eu fiquei para trás sem solução.»
  • «Meu amigo fala com facilidade, então meus pequenos avanços não valem nada.»

Sinais suaves em você

  • A comparação é com o melhor resultado do outro, não com a média dele.
  • O próprio caminho e o custo do sucesso alheio não são considerados.
  • Depois da comparação, o humor cai e a motivação não aparece.
  • É difícil se comparar com você mesmo no passado — só com os outros.

Perguntas para um diálogo socrático

  1. Com quem exatamente eu me comparo e em que escala?
  2. Que condições e custo estão por trás do resultado do outro?
  3. Qual seria uma comparação justa: comigo no passado ou com uma média?
  4. O que eu veria se comparasse meus pontos fortes com os vulneráveis dele?

Exercício por sua conta

Tornar a comparação justa

  1. Anote a comparação na forma «ele tem isto e eu tenho aquilo».
  2. Descreva as condições, a experiência e o custo do resultado do outro.
  3. Compare-se com você mesmo há um ano na mesma escala.
  4. Formule um pensamento que descreva seu caminho e seus pontos fortes.

Crenças profundas às quais pode estar ligado

  • ««Sou pior que os outros por definição».»
  • ««O valor de uma pessoa é definido pelos seus resultados».»
  • ««O sucesso do outro desvaloriza meus esforços».»
  • ««Comparar-se consigo mesmo não conta».»