Comparação injusta
Isso não é um diagnóstico nem um traço de personalidade. Se você se reconhecer aqui, é um convite para considerar com cuidado outras explicações, e não se rotular.
O que é
As próprias áreas vulneráveis são comparadas aos melhores resultados de outra pessoa sem considerar condições, experiência ou custo.
Como surge e se mantém
A comparação ajuda a se orientar, mas a distorção surge quando se pega o «ponto baixo» próprio e o «ponto alto» do outro. É sustentada pelo hábito de se medir pelos achievements alheios e por experiências em que o amor ou o reconhecimento era dado pelo resultado e não pelo esforço.
Como pode aparecer
- «Ela já consegue fazer tudo, enquanto eu fiquei para trás sem solução.»
- «Meu amigo fala com facilidade, então meus pequenos avanços não valem nada.»
Sinais suaves em você
- A comparação é com o melhor resultado do outro, não com a média dele.
- O próprio caminho e o custo do sucesso alheio não são considerados.
- Depois da comparação, o humor cai e a motivação não aparece.
- É difícil se comparar com você mesmo no passado — só com os outros.
Perguntas para um diálogo socrático
- Com quem exatamente eu me comparo e em que escala?
- Que condições e custo estão por trás do resultado do outro?
- Qual seria uma comparação justa: comigo no passado ou com uma média?
- O que eu veria se comparasse meus pontos fortes com os vulneráveis dele?
Exercício por sua conta
Tornar a comparação justa
- Anote a comparação na forma «ele tem isto e eu tenho aquilo».
- Descreva as condições, a experiência e o custo do resultado do outro.
- Compare-se com você mesmo há um ano na mesma escala.
- Formule um pensamento que descreva seu caminho e seus pontos fortes.
Crenças profundas às quais pode estar ligado
- ««Sou pior que os outros por definição».»
- ««O valor de uma pessoa é definido pelos seus resultados».»
- ««O sucesso do outro desvaloriza meus esforços».»
- ««Comparar-se consigo mesmo não conta».»