Desconsiderar o positivo
Isso não é um diagnóstico nem um traço de personalidade. Se você se reconhecer aqui, é um convite para considerar com cuidado outras explicações, e não se rotular.
O que é
Uma experiência positiva é atribuída à sorte, considerada insignificante ou tratada como se não contasse.
Como surge e se mantém
Tomar o bom como «sorte» ajuda a conservar uma visão familiar de si mesmo ou do mundo. Se «tenho azar», então qualquer sucesso se explica pelo acaso e não pelo próprio esforço. É sustentado pela comparação com um ideal e pela desvalorização de pessoas significativas no passado.
Como pode aparecer
- «Só me elogiaram por educação.»
- «Sim, consegui, mas a tarefa era fácil demais para contar.»
Sinais suaves em você
- Elogios causam desconforto e vontade de explicar logo por que «não conta».
- O sucesso é atribuído à sorte, a outras pessoas ou à facilidade da tarefa.
- É difícil simplesmente dizer «obrigado» e aceitar o elogio.
- Depois de um evento bom, o humor não melhora, como se não tivesse acontecido.
Perguntas para um diálogo socrático
- Que esforço ou decisões reais levaram a este resultado?
- Se outra pessoa tivesse mostrado o mesmo resultado, você o desconsideraria do mesmo jeito?
- O que impede de simplesmente aceitar que algo deu certo aqui?
- Se você tirar a explicação «foi sorte», o que sobra?
Exercício por sua conta
Aceitar o bom sem ressalvas
- Lembre de uma conquista ou elogio recente.
- Anote o que você realmente fez para que acontecesse.
- Formule um pensamento que reconheça sua contribuição sem «mas» nem «foi sorte».
- Durante a semana, anote a cada dia um fato que antes você teria desconsiderado.
Crenças profundas às quais pode estar ligado
- ««Não mereço o que é bom».»
- ««O bom é acaso; só o que é meu é o ruim».»
- ««Aceitar elogio é se exibir».»
- ««Se eu admitir o sucesso, vou parar de me esforçar».»